segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ainda

O Sol não parte do Monte
materna vira-lhe costas para dormir

meu corpo quer sentir, lê-me!
ardo! tange cisterna fecunda
raiando mármore reinício seremos




Poema ainda

Meu grande amor quebrou-se...
tantas partes juntas, campo de papoilas

belo efémero ainda... transcendência a da flor única

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

À Janela

Fiquei à janela esta noite a gata veio do telhado por o sol de prata queimar . . meu amor fechou os olhos aos velhos caminhos do mar

Marinheiro

Não passaste na janela nenhum vento te trouxe era barca parada o seu leme horizonte ora nas palavras navego talvez marinheiro encontre

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A sul

A sul a terra desbota onde o Sol repousa a cal desnuda o barro das abóbadas a brisa enrola lençóis bordados e os retratos, distantes dos corpos vão esquecem a eternidade de nós o cante do silêncio tem sempre a mesma voz

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

...

Não são os tempos não são os ventos são os gestos as coisas pequenas que distinguem e esmeram meu Amor a subtileza da mão na madrugada, esquecida pousada no arco da minha anca