sexta-feira, 29 de maio de 2020


Pai, não me vias, nunca olhaste mesmo para mim.
Não me vias tal qual era, bonita inteligente e boa, muito melhor do que tu pensavas.
Andei em bicos de pés nos sapatos com os pés amassados com os saltos a darem-me tamanho às pernas destapadas, o pescoço direito nariz e queixo empinado para me verem alta.
Sempre chorei, demais dava demais queria…
E andei pela vida a mostrar-me, mas eram como tu Pai, nenhum me via.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Minha

Minha! deixa chamar-te assim
unir os lábios desabrochando rosas
fazer-te Minha a meus ouvidos
do linho branco de pétalas
desenhando as coxas
elevando de cores os seios
música teu respirar!
falta a sede da boca o sorriso do olhar
descansa Bela…


Ps: Minha! esperando por ti, Minha

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ainda

O Sol não parte do Monte
materna vira-lhe costas para dormir

meu corpo quer sentir, lê-me!
ardo! tange cisterna fecunda
raiando mármore reinício seremos




Poema ainda

Meu grande amor quebrou-se...
tantas partes juntas, campo de papoilas

belo efémero ainda... transcendência a da flor única

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

À Janela

Fiquei à janela esta noite a gata veio do telhado por o sol de prata queimar . . meu amor fechou os olhos aos velhos caminhos do mar

Marinheiro

Não passaste na janela nenhum vento te trouxe era barca parada o seu leme horizonte ora nas palavras navego talvez marinheiro encontre