quarta-feira, 4 de março de 2015

A mesa ainda está posta teu corpo marcado na cama em mim réstia de esperança não te demore o silêncio o amor vai-se desprendendo da espera como no jardim a hera crescendo no desejo de usurpar o perfume da rosa

domingo, 28 de setembro de 2014

Só mergulho meus olhos no mar calmo jade Claridade! espelha alegre e doce sentir criança na vida que começo Vagueira Setembro 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Do Amor

Do Amor Prende-me ainda um fio de seda... não espero a palavra certa que frágil laço reforce farei que em luz me desprenda incentivando à conquista partirei se cego for ao mais puro diamante deslumbrando na fria névoa poeta pastor navegante...

sábado, 27 de abril de 2013

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Maria José Lascas Fernandes

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Venda dos Livros - Alentejo Sem Fim e o meu Amor é Àrabe.

Atenta a difícil situação económica do País e dos portugueses em geral, na qual me incluo sabendo que há muitos em pior situação que a minha, decidi colocar à venda os meus livros a preços inferiores ao custo da sua impressão.

Mesmo em tempos de abundância, situação em que a maioria de nós portugueses nunca viveu, não era fácil vender livros de autores portugueses, com excepção de alguns nomes consagrados. Mas mais difícil era, e sempre o foi, vender livros de poesia.
A poesia embora se solte, por vezes, da boca dos mais simples e humildes é associada a um mundo etéreo e a minorias intelectuais, inacessível à compreensão da maioria dos seres e desnecessária à sobrevivência e felicidade destes.
Ainda no século passado, no nosso país como noutros, a poesia esteve no meio do povo e foi conhecida pelas maiorias, ora descendo à rua fazendo-se arma ora nascida oralmente no povo e divulgada em quadras populares ou no cante...
È claro que muitos dirão de imediato " mas isso é a poesia popular, a verdaeira poesia é outra coisa"...

Não sei se a minha poesia é " popular" nesse sentido ou não, dado que na verdade sou nascida da terra, para não usar a expressão de José Saramago "levantada do chão" quando na verdade sou filha e neta de gerações e gerações de "levantados do chão" e foi como tal que vivi cada dia até completar os meus estudos e até conseguir um trabalho remunerado.
Ou seja as dificuldades económicas ( não vale a pena entar em promenores e a que acresceram dificuldades de outra natureza...) não são uma realidade desconhecida para mim - foi assim que vivi metade da minha vida.
Mas durante esse período contei com três apoios muito importantes que alicerçaram a minha sobrevivência, a minha força de vontade e a minha evolução com êxito:
- a esperança de que conseguiria um futuro melhor;
- a relação harmoniosa com a natureza, a contemplação e o respeito pelos outros seres e suas carcterísticas, a admiração da sua beleza ( fossem os animais, as árvores, as flores, o vento, o sol...);
- os livros, companheiros e mestres.

São ainda hoje esses os meus maiores apoios.
Vou-me descobrindo neles e conhecendo melhor os outros, renovando a minha energia.
Nem o Governo nem a Troika irão resolver o problema de cada um, se cada um não se munir de apoios para si próprio.

Não quer dizer que os apoios de um valham para o outro, o meu comprimido para a dor de cabeça pode não ser o adequado para quem sofre de dor na coluna, quem gosta de café fica insatisfeito com uma chávena de chá, etc...
Esta crise revela-se também redentora para muitos, levando à reflexão do que é importante, ao primado do ser sobre o ter, a uma requalificação de valores.
Quem sabe se esta crise não gerará muitas sementes para uma nova dimensão do ser humano, em que o indivíduo não sucumbe perante o colectivo, em que o humano inverta o sentido de destruição avassaladora de outros humanos e de outros seres e do próprio Planeta... 
Eu acredito que sim, embora por enquanto, os pratos da balança estejam totalmente desiquilibrados chegará um momento em que uma semente mais bastará para fará mexer o prato da egoísmo, do fantismo, da ceguera fratícida... por isso eu acredito que cada pessoa tem potencial para fazer a diferença, uma pessoa não muda o planeta mas pode mudar algo em sua casa, no seu local de trabalho, na conversa com outrém, nas escolhas televisivas que faz, o que consome, no lixo que produz, como passa o tempo livre etc...
Somos tão poderosos e negamo-nos esse poder! Porque é mais cómodo "não levantar ondas" ou conformar-se com o "eu não posso mudar o mundo sózinho" e seguir os hábitos adquiridos, ficar no sofá frente ao écran da televisã no Facebook a ver passar o Mundo e a culpar o Governo ou os pais, o companheiro ou a falta de dinheiro...

Quem pretender aquirir os meus livros basta enviar um email para: marialascas@gmail.com
Posso enviar à cobrança ou por outro modo a combinar. No caso do envio pelo correio acresce a despesa simples ou à cobrança. Posso emitir Factura ou Recibo comprovativo.

Alentejo Sem Fim(2ª edição): preço do livro 2 Euros

o meu Amor é Àrabe: preço do livro 3 Euros


Plenitude - Esgotado
Conta-me Uma História Esgotado.

Irei colocar este Post também nos meus outros sites e na minha página do Facebook e outras redes.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Nova Antologia de Poetas Alentejanos

Participação na Antologia

Edição Colibri, 2012